Sexta-feira, Maio 15, 2009

Ao mestre com carinho


Heitor Gomes
Muito obrigado professor,
por sua dedicação e amor.
De ensinar a todos os seus alunos,
que mais importante que a didática,
é tudo aquilo de real valor.

És um grande abnegado,
inexpugnável em sua luta.
Ensinar a todos os desprovidos,
com uma ilibada conduta.

Teu saber é imensurável,
o seu caráter é impoluto.
Sinto-me honrado em poder dizer,
que faço parte do seu reduto.

Vi que muitas vezes adoentado,
deixava o aconchego de seu lar,
para cumprir sua sagrada missão;
de ser professor e ensinar.

Conheço muitos doutores,
homens bem sucedidos.
Até grandes celebridades,
mas que um dia, foram seus
singelos pupilos.

Ensinar é um trabalho sagrado,
muitas vezes irreconhecido.
O mestre fica sempre isolado,
abandonado no ostracismo.

O professor ensina à didática,
com muita paciência e calma.
O mestre ensina a transcendência,
para elevação da alma.

Seus alunos te respeitam,
reverenciam-no com muita emoção.
És o nosso mestre querido,
que amamos de coração.

Sua arte é um Dom Supremo.
Ensinar a todos com dignidade.
Que somente uma sociedade instruída,
poderia diminuir a iniqüidade.

Deus habita no conhecimento,
de que somos uma grande irmandade.
Analfabetismo gera tirania,
de quem lucra com a maldade.

Muito obrigado professor,
por todos esses anos de trabalho.
Seu nome jamais será esquecido,
nosso mestre, Hélio Consolaro.

Heitor Gomes “O poeta das multidões”

Domingo, Janeiro 25, 2009

Sogra


Heitor Gomes

Quero render minha homenagem,
À minha santa e sagrada sogra.
Que quando pensa que está livre dela,
Chega sempre fora de hora.

Minha sogra é muito santa,
Voa mesmo sem ter asas.
No cabo de uma vassoura,
Passeia por cima das casas.

Um dia arrumou um namorado,
Sangue bom da melhor qualidade.
Com menos de uma semana,
O coitado gritava e pedia piedade.

Quase matou o mancebo,
De tanto querer fornicar.
Eta sogra trepadeira, regateira e cachaceira.
Quando toma uma manguaça,
Só pensa em roseta.

Foi assaltada no meio da rua,
Por uma gangue da pesada.
Quando viram que era a minha sogra, pediram desculpas e,
Ainda por cima, lhe prometeram uma mesada.

Ela foi presa pelo Ibama,
Acusada de crime ambiental.
Foi picada por uma cobra.
E a coitada da cobra, nem se mexeu.
Morreu no mesmo local.


Tomou um dia por engano,
Estricnina e veneno de rato.
Todo mundo chorou de alegria,
Pensando que dessa vez, ela passaria pro outro lado.

Nada disso aconteceu,
Mas que engano mais cruel.
Cresceu barba e cabelo no peito,
Agora ela pensa que é um coronel.

Só usa bota e calça comprida,
Fuma cachimbo, toma cachaça e chimarrão.
Credo cruz que coisa feia,
O veneno fez minha sogra vira sapatão.

Agora vai ao barbeiro,
Fazer a barba e cortar o cabelo.
Mexe com toda mulherada,
E se acha a rainha do puteiro.

Quando ela foi passear no rio Tiete,
Caiu da ponte na parte mais funda.
Chegou em casa toda molhada,
Dizendo que o banho refrescou sua Raimunda.

Mas eu gosto muito da minha sogra.
Não ligo pra futrica que se fala.
No meu carro ela só anda no melhor lugar,
Está sempre reservado o porta mala.

Sogra boa é sogra morta,
Já diz o velho ditado.
Minha sogra é imortal,
Isso é fato comprovado.

Ela é muito especial,
Ajudou a servir a Santa Ceia.
Só não saiu na fotografia,
Por que Da Vinte achou que era muito feia.

Foi tripulante da Arca de Noé,
Ajudou a reunir toda bicharada.
Por isso digo que minha sogra,
É uma mulher santa e sagrada.

Reverencio e respeito minha sogra,
Por ser a mãe da minha mulher.
Aonde vou carrego essa mala,
Para testar a minha devoção e fé.
Amém.

Quinta-feira, Janeiro 22, 2009

Sagrada boceta


Heitor Gomes

Boceta é a coisa mais linda,
Que um dia o poeta escreveu.
E a parte mais sagrada,
Por ela o ser humano nasceu.

A boceta valoriza a mulher,
Fá-la sentir-se uma fada celestial.
O homem por causa dela,
Chafurda-se no mais denso lodaçal.

A boceta faz com que a mulher,
Sinta-se muito mais prestigiada.
É bajulada e muito querida,
sente-se uma musa encantada.

A boceta é maravilhosa,
Deixa o homem cego de paixão.
Ele compra flores lindas e perfumadas,
Para ela satisfazer o seu tesão.

A boceta é a mola propulsora,
Fomenta o mercado mundial.
O homem trabalha feito louco,
Para desfrutar daquele paraíso vaginal.

Toda declaração de amor,
É sempre para chegar à boceta.
A mulher ganha carros, casas e viagens.
E roupas das mais caras etiquetas.


Sem falar no cartão de crédito,
Para torná-la uma princesa.
Mas o mais importante é a boceta,
Fonte de encantadora beleza.

A mulher pode ser linda,
Mas a boceta é a preferida.
A mulher pode ser chata,
Mas a boceta é a perseguida.

Por causa da boceta,
O homem faz coisas incoerentes.
E humilhado, tripudiado e maltratado,
Até chamado de demente.

Mas o coitado nem liga,
Porque a boceta é maravilhosa.
É a flor mais resplandecente,
É a rosa mais cheirosa.

Tem o cheiro das orquídeas,
O frescor das oliveiras.
A brisa da dama da noite,
O encanto de uma sereia.

A boceta tem o Dom Supremo,
De encantar até os mais descrentes.
Por isso é bem aventurada,
É santa e magnificente.

A boceta é a bica da fonte,
De águas puras e cristalinas.
Dela jorra o orgasmo da vida,
Que nos inebria e alucina.

Ninguém vive sem ela,
É a nossa energia vital.
Tudo é substituível,
Mas a boceta é fundamental.

A boceta eu rendo minha homenagem,
Do fundo meu coração.
É o alento perene da minha alma,
Única fonte de inspiração.

Nela eu acordo pensando,
Nela eu durmo sonhando.
Sou um insano alucinado,
Pela boceta eu vivo delirando.

A boceta me faz feliz,
A falta dela me faz sofrer.
Ela é tudo na minha vida,
Minha inefável fonte de prazer.

Que Deus abençoe as mulheres,
Mulheres queridas do nosso Brasil.
Que cada uma seja muito feliz,
Com sua boceta pungente e varonil.

Segunda-feira, Janeiro 19, 2009

Amigo


Heitor Gomes
Amigo é coisa sagrada,
Companheiro de labuta.
O trairá é tranqueira,
É um grande filho da puta.

O amigo é sagrado,
Está sempre no coração.
O tranqueira é sacana,
Se bobear te passa a mão.

O amigo pede emprestado
E sempre devolve depois.
O tranqueira filho da puta,
Leva um e quer mais dois.

O amigo te defende,
Da intriga da oposição.
O tranqueira ainda diz:
Que ele tem toda razão.

E que nem gosta de você,
Tudo que dizem é pouco.
Que você é um desvairado,
Até parece cachorro louco.

Amigo bom é amigo do peito,
Companheiro da melhor qualidade.
Defende-te a todo instante,
De todas as fofocas e maldades.

Quando vê que você está triste,
Tenta ouvir o seu coração.
Para aliviar o seu sofrimento,
Fazendo-te ouvir a voz da razão.

Jamais põe o dedo na sua ferida,
Fazendo aumentar o sangramento.
Mostra que na vida, tudo é transitório,
Tudo é uma questão de momento.

E que as adversidades só existem,
Para manifestar a capacidade interior.
O tranqueira tenta mostrar e provar,
Que você não tem nenhum valor.

Amigos sérios e companheiros,
São coisas muito importantes.
Tranqueiras e filhos da puta,
Você encontra a todo instante.

Tudo existe neste mundo,
Tudo faz parte da grande luta.
Amigo é coisa sagrada,
O trairá e o tranqueira, são sempre filhos da puta.

Domingo, Janeiro 18, 2009

Paixão lasciva


Heitor gomes

Teu corpo nu em pelos,
No revolto lençóis de cetim.
Um paul de depravações,
Que me faz alucinar num delírio sem fim.

Teu clamor é meu combustão,
Pedindo mais e sempre mais.
Açoitando-a com a chibata da lascívia,
Como a mais vil das marginais.

Como uma cachorra vagabunda,
Buscando seu dono desesperada.
Com a vulva lúbrica de tanto desejo,
De ser possuída e humilhada.

Maltratada no seu orgulho,
De não saber se controlar.
E uivar como uma loba no cio,
Todas as vezes que quer amar.

Loba insana e selvagem,
Perdida na sua devassidão.
De ser possuída de todas as formas,
Muito além da imaginação.

Seus lábios doce de fel,
Que tem o gosto amargo do pecado.
Faz-me perder todos os sentidos,
Tornando-me um homem dessacralizado.

Seu prazer me leva ao delírio,
Quando sorvo o néctar de suas entranhas.
Você fica toda ébria e desfigurada,
Como a própria deusa de Millus, delirando em devassas chamas.

Seu prazer é a própria libido.
Seu orgasmo é o liquido bento da minha salvação,
Que sacia meu mais profano desejo,
Rebuscando minha obscura perversão.

Seus seios parecem duas estrelas,
Que brilham na escuridão do desejo.
Quando bebo do leite mais sagrado,
Enveredo por caminhos que não conheço.

Caminhos dos deuses Sagrados,
Que conheceram a quintessência do prazer.
Que se consumiram nas chamas das luxúrias
E novamente tornaram a renascer.

No seu interior eu construí minha morada,
Na bica da sua fonte eu mato a minha sede.
No seu seio eu bebo o leite da vida, e
entre suas coxas, eu amarro a minha confortável rede.








Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008

Pedro e Maria (Conto)


Heitor Gomes

Pedro e Maria, apesar de não serem casados, conviviam juntos há muitos anos. Depois de passado o frenesi do romance, o relacionamento caiu numa morna rotina.
Pedro, após seu sedentário trabalho, tinha o hábito do prazeroso happy hour, chegando em casa alterado e cheirando a cerveja. Maria fora habituada à vida doméstica de televisão e conversas com as amigas vizinhas, sobre banalidades.
Raramente Pedro chamava Maria e dizia:
-Mulher, hoje eu quero você. E Maria, numa atitude robotizada, dirigia-se ao quarto, tirava a roupa de baixo e deixava Pedro estatelar-se num orgasmo alcoolizado. E assim vazava suas emoções nas novelas ou filmes.
Um dia, mudou-se ao lado, uma vizinha com a qual se afinou, tornando-se confidentes. Desabafando com a amiga o gelo do casamento, ela lhe disse:
-Sabe, comigo e meu marido é diferente. Nós temos uma mente aberta e um relacionamento diferente. Jorge e eu temos o hábito de sempre convidar um parceiro para transar conosco.
-Nossa! Não acredito. Você está dizendo que convida outra pessoa para fazer amor com você e o seu marido?
-Isso mesmo, nós temos um amigo e o Jorge vai à loucura quando o vê me fodendo, me fazendo de escrava de seus desejos e quando estou toda lúbrica, ele entra e me come. É muito louco.
Com as freqüentes narrativas da amiga de seu ménage à tróis, Maria começou a ficar curiosa.
Pedro, chega da rua como de costume e encontra a companheira pensativa e pergunta:
- O que foi, aconteceu alguma coisa? E Maria conta ao marido a história que encucava.
- Que absurdo! - respondeu! Nossos vizinhos são uns pervertidos, orgíacos, psicopatas. Como pode um homem permitir uma coisa dessas, entregar a própria esposa à animalidade de outro. Eu não permitiria jamais.
Como a história da amiga remoía dentro dela, resolveu conversar com o marido:
-Preciso falar com você.
-O que foi? Fale!
-É a respeito daquele assunto. Pensei bem e cheguei a uma conclusão: Se você não concordar em esquentar nosso relacionamento, como os nossos vizinhos, vou largar você.
-Você não pode fazer isso. Eu te amo, não vivo sem você.
-Então você decide.
Pedro achou tal idéia inconcebível, pois nem podia imaginar sua amada nos braços de outro, mas a idéia de perdê-la, fez com que ponderasse e aceitasse tal absurdo. Então no outro dia procurou Maria:
-Estive pensando no que me propôs e por amá-la tanto, resolvi aceitar tal absurdo. Quem você pretende convidar?
-Tenho observado o Luizão, o nosso borracheiro e o acho um homem forte. Conversei com ele e ele aceitou.
Era uma sexta feira, passavas das 23 horas, Pedro, Maria e Luizão adentravam um motel da cidade, no carro do casal. Uns tanto tímidos, sem muita coragem de se encararem.
Ambiente propício, luz negra, música e alguma bebida, fizeram com que o trio começasse relaxar-se. Luizão que era mais rústico, tirou a roupa ficando de cueca, começou a acariciar Maria. Ela, ainda tímida, sem jeito, mas foi aos poucos entrando na brincadeira. Luizão começou a tirar sua blusa, acariciando-lhe os seios, que começavam a ficar eriçado. Devagarzinho, Maria passou a mão por dento da cueca, acariciando-lhe o pênis, já em posição de ataque.
O marido assistindo a tudo, querendo mais que fosse um pesadelo, quando Maria totalmente sem roupa, encostou-se nele e começou a chupá-lo, com tanto entusiasmo, que aos poucos se sentia em casa. Passado algum momento, o ménage tornou-se tão delirante, que ninguém sabia mais, quem era quem.
Durante o cotidiano, ninguém tocava no assunto, como se nada houvesse acontecido.
Um dia Pedro não veio dormir em casa, deixando Maria preocupada.
Logo ao clarear o dia, Pedro retornou um tanto soturno, cabisbaixo, deixando a esposa mais preocupada ainda:
-Onde esteve? Não dormiu em casa, não deu noticia.
-Preciso dizer-lhe algo muito sério. - responde. Espero que me entenda.
-Diga.
-Vou me separar de você.
- O quê?- respondeu exaltada. Vai me trocar por alguma vagabunda que arrumou por ai?
- Não! Vou viver com o Luizão, não consigo mais viver sem ele.

Sagrado Mestre (Artigo)


Heitor Gomes

Assisti com muita emoção a colação de grau do nível colegial do meu sobrinho Daniel Fernando Franceschini Filetto, no colégio Salesiano de Araçatuba. A solenidade contou com a participação dos alunos, familiares e professores. Houve a entrega dos certificados, as declamações de jograis pelos formandos, homenagens aos professores. Mas uma cena que me chamou a atenção foi à participação do professor de Matemática, Thales Wagner de Simoni, por tratar-se de um jovem com ideais tão nobres.
Narrou sua saga para chegar aonde chegou, sempre valorizando os pais e o carinho pela esposa amada. Comparou o valor do ser humano, com uma nota de cem reais, que mesmo suja, amassada e tripudiada, jamais perderia seu valor, portanto, o aluno, por mais adversidades que sofra, por mais tristezas que permeie o seu coração, nunca deve deixar de acreditar, de perseverar, pois o homem, sendo filho de Deus, deve sempre lutar por um sonho.
Regozijou-me ver como a mentalidade dos professores mudou para melhor. Hoje, eles procuram ser amigos, interagindo com os alunos, para que tenham um desempenho melhor.
Lembro-me na época em que eu estudava, era muito diferente, os professores traziam para salas de aulas todas suas frustrações e insatisfações com a vida, portando, ir à escola era um verdadeiro martírio.
Havia professores que, no primeiro dia de aula, gabava-se por ter tido um grande índice de reprovação na sua matéria, dizendo que faria o mesmo no ano entrante.
No grupo escolar, existia uma professora famosa por seus “métodos” de ensino, que deixava em pânico qualquer criança que imaginasse tê-la com mestra.
No ginásio e colegial, a listas de mestres algozes era enorme. No meu curso de Química Industrial, recordo-me de um professor que só simpatizava-se com alunos abastados, os mais humildes, que trabalhavam com ardor durante o dia para se manter-se no curso, particular, passavam apurados na mão desse “mestre”.
Existia uma taxa indébita de laboratório que todos os alunos eram obrigados a pagar para esse professor e, aquele que questionasse sobre qualquer hipótese, seria retaliado com notas baixas.
Rendo aqui minha homenagem a todos os professores, de qualquer nível ou grau, pois são agraciados por Deus para transmitirem os ensinamentos e alumiar todos os tipos de trevas das mentes de seus discípulos. Um abraço.


Segunda-feira, Agosto 13, 2007

Fotos - Experimentânea 6

Fotos da Experimentânea 6.

























Montagem De Fotos 01


Montagem 02