Domingo, Dezembro 11, 2011

Giovana

Heitor Gomes

Giovana filhinha querida,
esperamos-te com muita emoção,
sua vinda é muito aguardada,
você já existe em nossos corações.

És um anjinho de luz,
vinda do reino celestial.
Para iluminar nossas vidas,
revelando que só o amor é real

Deus é nosso “Pai” carinhoso.
Nosso legítimo progenitor.
Todos somos seus filhos amados,
 “Ele” é o nosso único Criador.

Muito obrigado bondoso Pai,
por ter nos dado a Giovaninha.
Ela ainda não está no meio de nós,
Mas já a amamos como nossa filhinha.

Sentimos no pensamento,
a sua presença sagrada.
Alegrando nossas vidas,
e sendo por todos muito amada.

Giovana filhinha querida.
Filhinha do coração.
Grande benção do ‘Papai do Céu,
nossa divina realização...

Segunda-feira, Dezembro 05, 2011

Rua xv de novembro

   Heitor Gomes

Rua xv de novembro
Com um comércio empreendedor.
Num passado não muito remoto, foi palco de muitas histórias de desamor.

Muitas casas de luzes vermelhas,
Chamadas de tolerância.
Naufragou o sonho de muitas jovens,
Que nem chegaram ter infância.

A musica era sempre alta,
A bebida jorrava caudalosa.
Crianças se tornavam adultas,
Amantes das mais fogosas.

No sol a realidade era ardente.
O sonho cruelmente suprimido.
Bonecas friamente trocadas,
Por encarnados bebes com destinos tão sofridos.

No auge da adolescência,
Em que o príncipe era sempre encantado.
Suas entranhas eram devoradas,
Por um amor louco, insano, desenfreado.

Neste momento sagrado da existência
Em que o amor deveria estar presente.
Pois no canteiro sagrado da vida,
Fecundava uma abençoada e sublime semente.

O príncipe se torna sonho.
Parti ao alvorecer.
Deixa rastros de tristezas,
E a vontade de morrer.

Vêem que tudo foi engano,
Sem ninguém para lhes consolar.
Estão sozinhas e desamparadas,
Rejeitadas pelo benfazejo lar.

Ignomínia da Sagrada família,
Sem esperança nem compaixão.
Só restava a difícil vida fácil,
Para ganhar o abençoado pão.

Tornavam damas da noite,
Rainhas da xv de novembro.
Que curavam qualquer mau de amor,
Até os mais tristes lamentos.

Pagavam e tinham direito a tudo,
Até os mais requintados mimos.
Fantasias profanas saciadas,
Como se fossem amantes latinos.

Depois na solidão dos pensamentos,
os corações ficavam oprimidos.
Pois estavam mortas para a família,
E todos os entes queridos.
Maldita e Santa rua xv,
Onde o sonho de muitas jovens desintegrou.
Mas foi também a lavoura operosa,
Que muitas vidas amparou.

Hoje tudo é passado,
Ninguém se lembra mais.
Mas os protagonistas desta história,
Nunca esquecerão... jamais!

Sexta-feira, Dezembro 02, 2011

A patinha lésbica e os três porquinhos pederastas

Heitor Gomes
 

Num terreiro bem distante,
Existiu uma patinha.
Com a pena toda emplumada,
Já tinha ficado mocinha.

Mamãe pata, já idosa,
Preocupada com a filhinha,
Queria que ela se casasse,
E lhe desse muitas netinhas.

Mas a patinha, já mocinha,
Não queria saber de casamento.
Falava que era cedo,
E que tinha ainda muito tempo.

Mas a mamãe desesperada,
Preocupada que dava dó.
Dizia que se ela não casasse logo,
Ficaria encalhada, sozinha no caritó.

Então a patinha criou coragem,
E falou angustiada,
Que era diferente e que casamento pra ela, era uma grande piada.

Sua mãe, inconformada,
Desesperada com o que acabou de ouvir.
Disse que não aceitava tal despautério,
E que ela podia no mundo sumir.

A patinha entristecida,
Com o que acabara de ouvir.
Ficou muito revoltada e
Sozinha resolveu então partir.

Rumou destino incerto,
Com muito medo e desesperada.
Fora excluída por todos,
Só porque queria arrumar uma namorada.

Mas não tinha outro caminho,
Neste mundo frio e cruel.
Só porque ela era lésbica,
Estava relegada a viver ao léu.

Partiu então sozinha,
Em terras distantes e frias.
Enfrentar o destino algoz,
Que tanto a judiava e oprimia.

No meio do íngreme caminho,
Num local triste e distante.
Encontrou abandonados três porquinhos,
Magros, cansados e escaldantes.

Chegou perto deles desconfiada,
Criou coragem e perguntou:
-Por que estão sozinhos com aparências tão horripilantes?
E o mais velho então falou:

-Estamos todos perdidos,
Sem saber o que fazer.
Fomos expulsos de casa
E agora estamos a perecer.

Só porque somos diferentes,
Ninguém quer nos aceitar.
Por que não cobrimos as porquinhas,
Estamos nesta vida a penar.

Nosso pai não aceita,
Nossa situação atual.
Porque somos porquinhos viados,
Ele diz que somos do mal.

Por isso vivemos fugindo,
agora somos amaldiçoados.
Na última festa junina,
Quase viramos lombinhos assados.

-Que conversa mais maluca,
Parece alucinação.
Três porquinhos pederastas e uma patinha sapatão.

Mas não fiquem preocupados,
Pois não estão mais sozinhos.
Unidos formaremos um grupo,
Montaremos um reduto e
Trilharemos novos caminhos.

Então os três porquinhos pederastas,
E a guerreira patinha sapatão.
Reuniram muitas bicharadas entendidas,
E cada grupo trabalhou arduamente,
até construir o seu galpão.

O local ficou famoso,
O reduto entrou pra história.
Como da patinha lésbica e os três porquinhos
Pederastas,
Que de renegados conheceram, o píncaro da glória.






Terça-feira, Novembro 29, 2011

Minha mãe está na zona


Heitor Gomes
Minha mãe está na zona,
é difícil de acreditar.
Porque mãe são todas santas,
ela não deveria estar lá.

Minha mãe está na zona,
mas é uma mulher sagrada.
Para o filho mãe é santa,
é a coisa mais amada.

Minha mãe está na zona,
mesmo assim ela me deu à luz
Me carregou no seu ventre,
ai nasceu sua cruz.

Minha mãe está na zona.
Na mais devassa orgia.
Mesmo assim ela é santa,
pois seu nome é Maria.

Minha mãe é mesmo Santa.
Senão não teria parido.
Somente santa dá à luz,
a um filho tão querido.

Meu nascimento foi alegria.
Minha mãe ficou feliz..
Mesmo morando na zona,
teve o filho que sempre quis..

Minha mãe está na zona.
E nunca se arrependeu.
De ter tido um filho lindo
e esse filho sou eu.

Minha mãe está na zona.
Meu pai não sei quem é.
Será uma celebridade?
Ou um simples Zé Mane?

Eu queria conhecê-lo.
Mas todos se negam a falar.
Só porque minha mãe é da zona,
ninguém quer me contar.

Mas eu sou um ser humano,
embora sendo filho da puta.
Por que me escondem a verdade,
ignorando minha luta?

Minha mãe está na zona,
estou cansado de saber.
Mas quem copulou com ela,
para que eu viesse a nascer?

Minha mãe é uma santa,
mesmo sendo prostituta.
Pois sempre será minha mãe,
independente da sua conduta.

Quando me perguntam na rua,
da minha filiação,
digo que sou filho da puta,
com muita convicção.

Às vezes me ponho a pensar
e a tristeza me invade a alma,
porque ter a mãe na zona,
é difícil e me enche de trauma.

Imagino meu futuro,
quando tiver uma namorada.
Digo a ela que sua sogra,
é uma mulher muito amada.

Tem muitos homens interessados,
em contratar os seus serviços,
e ela é muito competente,
honra todos os compromissos.

Minha mãe vive na zona.
“Batalhando” o leitinho.
É um trabalho muito honrado,
para sustentar o seu filhinho.

Eu sou o seu filhinho.
Ela é minha mãezona,
amo-a infinitamente,
mesmo ela morando na zona.

Quinta-feira, Janeiro 22, 2009

Sagrada boceta


Heitor Gomes

Boceta é a coisa mais linda,
Que um dia o poeta escreveu.
E a parte mais sagrada,
Por ela o ser humano nasceu.

A boceta valoriza a mulher,
Fá-la sentir-se uma fada celestial.
O homem por causa dela,
Chafurda-se no mais denso lodaçal.

A boceta faz com que a mulher,
Sinta-se muito mais prestigiada.
É bajulada e muito querida,
sente-se uma musa encantada.

A boceta é maravilhosa,
Deixa o homem cego de paixão.
Ele compra flores lindas e perfumadas,
Para ela satisfazer o seu tesão.

A boceta é a mola propulsora,
Fomenta o mercado mundial.
O homem trabalha feito louco,
Para desfrutar daquele paraíso vaginal.

Toda declaração de amor,
É sempre para chegar à boceta.
A mulher ganha carros, casas e viagens.
E roupas das mais caras etiquetas.


Sem falar no cartão de crédito,
Para torná-la uma princesa.
Mas o mais importante é a boceta,
Fonte de encantadora beleza.

A mulher pode ser linda,
Mas a boceta é a preferida.
A mulher pode ser chata,
Mas a boceta é a perseguida.

Por causa da boceta,
O homem faz coisas incoerentes.
E humilhado, tripudiado e maltratado,
Até chamado de demente.

Mas o coitado nem liga,
Porque a boceta é maravilhosa.
É a flor mais resplandecente,
É a rosa mais cheirosa.

Tem o cheiro das orquídeas,
O frescor das oliveiras.
A brisa da dama da noite,
O encanto de uma sereia.

A boceta tem o Dom Supremo,
De encantar até os mais descrentes.
Por isso é bem aventurada,
É santa e magnificente.

A boceta é a bica da fonte,
De águas puras e cristalinas.
Dela jorra o orgasmo da vida,
Que nos inebria e alucina.

Ninguém vive sem ela,
É a nossa energia vital.
Tudo é substituível,
Mas a boceta é fundamental.

A boceta eu rendo minha homenagem,
Do fundo meu coração.
É o alento perene da minha alma,
Única fonte de inspiração.

Nela eu acordo pensando,
Nela eu durmo sonhando.
Sou um insano alucinado,
Pela boceta eu vivo delirando.

A boceta me faz feliz,
A falta dela me faz sofrer.
Ela é tudo na minha vida,
Minha inefável fonte de prazer.

Que Deus abençoe as mulheres,
Mulheres queridas do nosso Brasil.
Que cada uma seja muito feliz,
Com sua boceta pungente e varonil.

Segunda-feira, Janeiro 19, 2009

Amigo


Heitor Gomes
Amigo é coisa sagrada,
Companheiro de labuta.
O trairá é tranqueira,
É um grande filho da puta.

O amigo é sagrado,
Está sempre no coração.
O tranqueira é sacana,
Se bobear te passa a mão.

O amigo pede emprestado
E sempre devolve depois.
O tranqueira filho da puta,
Leva um e quer mais dois.

O amigo te defende,
Da intriga da oposição.
O tranqueira ainda diz:
Que ele tem toda razão.

E que nem gosta de você,
Tudo que dizem é pouco.
Que você é um desvairado,
Até parece cachorro louco.

Amigo bom é amigo do peito,
Companheiro da melhor qualidade.
Defende-te a todo instante,
De todas as fofocas e maldades.

Quando vê que você está triste,
Tenta ouvir o seu coração.
Para aliviar o seu sofrimento,
Fazendo-te ouvir a voz da razão.

Jamais põe o dedo na sua ferida,
Fazendo aumentar o sangramento.
Mostra que na vida, tudo é transitório,
Tudo é uma questão de momento.

E que as adversidades só existem,
Para manifestar a capacidade interior.
O tranqueira tenta mostrar e provar,
Que você não tem nenhum valor.

Amigos sérios e companheiros,
São coisas muito importantes.
Tranqueiras e filhos da puta,
Você encontra a todo instante.

Tudo existe neste mundo,
Tudo faz parte da grande luta.
Amigo é coisa sagrada,
O trairá e o tranqueira, são sempre filhos da puta.

Domingo, Janeiro 18, 2009

Paixão lasciva


Heitor gomes

Teu corpo nu em pelos,
No revolto lençóis de cetim.
Um paul de depravações,
Que me faz alucinar num delírio sem fim.

Teu clamor é meu combustão,
Pedindo mais e sempre mais.
Açoitando-a com a chibata da lascívia,
Como a mais vil das marginais.

Como uma cachorra vagabunda,
Buscando seu dono desesperada.
Com a vulva lúbrica de tanto desejo,
De ser possuída e humilhada.

Maltratada no seu orgulho,
De não saber se controlar.
E uivar como uma loba no cio,
Todas as vezes que quer amar.

Loba insana e selvagem,
Perdida na sua devassidão.
De ser possuída de todas as formas,
Muito além da imaginação.

Seus lábios doce de fel,
Que tem o gosto amargo do pecado.
Faz-me perder todos os sentidos,
Tornando-me um homem dessacralizado.

Seu prazer me leva ao delírio,
Quando sorvo o néctar de suas entranhas.
Você fica toda ébria e desfigurada,
Como a própria deusa de Millus, delirando em devassas chamas.

Seu prazer é a própria libido.
Seu orgasmo é o liquido bento da minha salvação,
Que sacia meu mais profano desejo,
Rebuscando minha obscura perversão.

Seus seios parecem duas estrelas,
Que brilham na escuridão do desejo.
Quando bebo do leite mais sagrado,
Enveredo por caminhos que não conheço.

Caminhos dos deuses Sagrados,
Que conheceram a quintessência do prazer.
Que se consumiram nas chamas das luxúrias
E novamente tornaram a renascer.

No seu interior eu construí minha morada,
Na bica da sua fonte eu mato a minha sede.
No seu seio eu bebo o leite da vida, e
entre suas coxas, eu amarro a minha confortável rede.